CHRISTIAN CRAVO | MARIO CRAVO NETO | VICENTE SAMPAIO

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CHRISTIAN CRAVO / MARIO CRAVO NETO / VICENTE SAMPAIO

abertura | ribeirão preto
07.06.2013 | 20h – 23h

período de visitação
08.06 a 20.07.2013 | seg a sex das 10h às 18h | sáb das 10h às 14h


OLD TIMES (por Vicente Sampaio)

“What makes photography a strange invention is that its primary raw materials are light and time” / John Berger

A quase três anos perdemos Cravo Neto, o Mariozinho. Na época, abalado, revi nossas fotos juntos de um tempo grandioso e belo que não escapa da memória, os tais anos 70, onde éramos jovens e doidos na Bahia mágica de então, naquela fruição do momento e tesão de apreender fotograficamente toda aquela insanidade visual que víamos passar pelos nossos olhos. Tive o privilégio de conviver com Mariozinho durante bons anos e bem próximo, eramos até vizinhos de casa (o fundo de seu estúdio dava para a minha rua quase em frente de casa), trocávamos figurinhas noturnas num vai e vem incessante de um darkroom para outro. Geralmente essas sessões de revelação de filmes e cópias invariavelmente terminava num banho de mar ao sol nascente, depois íamos cada um para o seu lado, dormir ou não, Mariozinho nessa época dizia que cansaço e sono eram depressão. Dessa convivência, além de uma bela e gigantesca exposição no MAM BA em 1976 que marcou época na Bahia, ficou esse registro de fotografias espontâneas, sem nenhuma pretensão a não ser exercitar o clic até irresponsavelmente… Não vou me alongar aqui, as fotos dizem per si!
Quando ele nos deixou, senti a importância dessas fotos diante do seu desaparecimento. Então selecionei os negativos, as fotos mais significativas, as digitalizei e pensei em alguma forma de publicação, mas me inibi, considerando algo oportunista.Agora depois de todo esse tempo surge a feliz oportunidade do resgate dessas imagens que a Galeria Marcelo Guarnieri possibilita. A exposição vem ilustrar tão criativos anos de formação dessa figura pública que conquistou um amplo espaço pelo seu talento, perseverança e trabalho.
Tenho o privilégio de contribuir com imagens de sua intimidade numa época onde uma sofrida pureza desprentenciosa permeava tudo que fazíamos. Agora elas já não são só minhas, merecem ser vistas e vocês merecem vê-las.
Atotô Amigo!

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